sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Divino Amigo



Às vezes somos reféns


Por praticar o bem

Há um grande preço

Por ser apreço

De Alguém Especial

É como ser anormal

É andar na contramão

Aprender na solidão

Remar contra maré

Andar a pé

Enxergar uma alma

Esperar com calma

Ao que não tem valor

Oferecer o amor

Passar por incompetente

Incapaz e demente

Ser desacreditado

Sair do quadrado

O mundo está certo

Seus passos incertos

E a vida continua

E a minha diminua

Até que chegue o dia

Do fim da minha carestia

O que parece ser fracasso

Consolo ao meu cansaço

Deus usa deste fraco

Recolhe todo casco

E faz da minha fraqueza

Uma enorme fortaleza!

Um humilde abrigo

Ao meu Divino Amigo!

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