Ele teve pena
Saiu de cena
Ela se fez a alice
Foi ser carolice
Fiz tantas coisas na vida
E a sensação que tenho
É que não sou um especialista
A frase de Sócrates não dita
Faz um sentido grande em mim
"Eu sei que nada sei"
Acho que nada sei muito
E que nada muito produzi
Por isso não tenho demais
Sou um cara necessário
Destes que torna a vida
Um mundo comum
Caminhar contra o vento,
meu passeio ao desalento.
Suportar “amigo” anônimo.
Andarilho com pseudônimo.
A minha amizade é a solidão.
Estou só em meio à multidão.
Não sei viver o mundo comum.
Não sei ser qualquer um.
Só sei que este é meu caminho.
Prefiro resolvido, andar sozinho.
Sou pedra
no sapato
da hipocrisia.
Cospem pedras,
planto flores.
Sou pedra
de construção
(não de castelo e
nem de catedrais),
de caminhos,
de pontes,
de abrigo.
Sou pedra
de reforma -
“até as pedras
mudam.”
Só não sou
pedra de ódio,
de muros.
“ Se espalham
pedradas,
me ocupo
de amor”.
Sou pedra
de crenças
lapidadas.
Quem anda
com pedras,
não venha
por favor.
Ando leve...
não carrego
pedras.
Levo a alma
leve, como
uma pena
ao vento.
Livre.
cuide dela com carinho;
ao desabrochar linda,
lhe trará uma satisfação
em forma de agradecimento.
O que provocará uma sensação
de realização e alegria.
Se quiser agradecer alguém,
ou mesmo a Deus,
esqueça as palavras...
Desabroche em sorriso
e faça sorrir a quem precisa.
A melhor gratidão
é retribuir o bem recebido.